quarta-feira, 26 de abril de 2017

O Herói da Corrupção


Por Antonio Siqueira Do Rio de Janeiro



José Mariano Beltrame:
Coadjuvante de uma farsa cretina envolta em
falsidade ideológica e corrupção


























Como todos sabem, o vitorioso esquema de marketing político de Sérgio Cabral era basicamente montado em cima da farsa das UPPs (Unidades de Polícia Pacificadora) e jamais teria obtido tanto sucesso se não tivesse a cumplicidade direta do secretário de Segurança, delegado federal José Mariano Beltrame. Sem a parceria dele, jamais teria havido o acordo com os traficantes, que retiraram suas tropas das comunidades “pacificadas” sem disparar um só tiro e sem que a Polícia efetuasse uma só prisão.

Movida pelas generosas verbas publicitárias do governo estadual, a mídia deu a maior força à farsa das UPPs e jamais procurou realmente apurar o que existia por trás dessa espantosa pacificação das favelas do Rio, que de uma hora para outra se transformaram em pontos turísticos, vejam a que ponto de insanidade chegamos.

Para conseguir o falso milagre, Cabral e Beltrame se acertaram com os chefões do tráfico, que passou a ser realizado mais discretamente e de preferência pelo sistema “delivery”, através dos motoboys que operam nas comunidades.

É claro que jamais se poderia imaginar que um delegado da Polícia Federal pudesse participar desse tipo de trama criminosa. Achava-se que a política de pacificação tinha realmente dado certo, pois nem mesmo os serviços de inteligência da Polícia Federal e das Forças Armadas foram capazes de detectar a armação ou , ao menos, levantar suspeitas sobre o estranho sucesso da iniciativa.

Aos poucos, porém, o castelo começou a desmoronar, e em 22 de março de 2012 a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol), fez uma representação à Comissão de Ética do governo Cabral, pedindo a exoneração de Beltrame por improbidade administrativa. A Adepol anexou provas de que Beltrame fora nomeado delegado federal irregularmente, no concurso público promovido em 1993, porque o prazo de validade já estava vencido. Além disso, Beltrame tinha sido classificado apenas em 896° lugar para um concurso cujo edital previa o preenchimento de apenas 200 vagas, e perdera todas as suas ações individuais, que já se encontram transitadas em julgado, inclusive no Supremo.

A denúncia da Adepol era procedente, mas não aconteceu nada. Pelo contrário, Beltrame continuou a ser cada vez mais idolatrado pelo falso sucesso das UPPs. Se tivesse se candidatado a deputado ou senador, seria eleito facilmente, mas tudo ia bem e preferiu esperar para sair candidato ao governo estadual.

Logo em seguida, veio à tona que Beltrame estava acumulando as elevadas remunerações de delegado sênior da Polícia Federal e secretário de Segurança. Embolsava mensalmente mais de R$ 60 mil reais, muito acima do teto do Supremo. Mas também não aconteceu nada. Afinal, tratava-se do Beltrame, que passara a ser tratado como um semideus pela mídia.

Embriagado pelo sucesso, Beltrame entrou de cabeça na corrupção e assinou contratos com o grupo Júlio Simões, passando a pagar R$ 3,3 mil mensais pela manutenção de cada carro da PM. O Ministério Público investigou a negociata e o juiz da 7ª Vara de Fazenda Pública, Marcelo Evaristo da Silva, transformou o ex-secretário em réu numa ação de improbidade que pede a devolução de quase 135 milhões de reais aos cofres públicos, acrescida de correção monetária.

Também aparecem como réus o governo estadual e duas empresas de Júlio Simões: a CS Brasil Transporte de Passageiros e Serviços e a JSL S.A, esta última acusada de fraude em licitações para a aquisição de viaturas da PM também na Bahia, que em 2009 resultou na Operação Nêmesis da Polícia Federal, com prisão de três coronéis, entre eles o ex-comandante geral da PM baiana. Ou seja, Beltrame operava em boa companhia, digamos assim.

Detalhe importante: no Tribunal de Justiça do Rio tramitam outras duas ações distintas, relacionadas a seis diferentes contratos feitos por órgãos do governo Cabral com o grupo Júlio Simões. Todos de compra e revisão de viaturas, que somados chegam a 1,2 bilhão de reais. Uma verdadeira festa da corrupção.

No convívio com a famosa turma do guardanapo, Beltrame também passou a viver como novo rico e até mandava os dois filhos “al mare” no luxuoso iate de Cabral. Na certeza da impunidade, passou a morar no Edificio Courchevel, na Rua Redentor, 230, em Ipanema, um luxuoso apartamento do empresário Fernando Magalhães Pinto, principal operador da lavagem de dinheiro de Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo. Fernando Magalhães Pinto é réu no mesmo processo criminal de Cabral, pediu para fazer delação premiada e prestou uma série de reveladores depoimentos. Acaba de ser libertado, porque seu acordo foi homologado. Entregou tudo que sabe sobre o casal da corrupção no Rio de Janeiro e não esqueceu de abordar seu íntimo relacionamento com José Mariano Beltrame, que ficou como 896º colocado no concurso para delegado da Polícia Federal, mas conseguiu o milagre de ser nomeado, e 20 anos depois conseguiria outro milagre na fraude da pacificação das favelas do Rio.


Fonte: Artigos recentes do jornalista, Fernando Gabeira e do Professor Roberto Lamas

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Sem Saída



Angela Merkel está diante de um problema insolúvel, terrorismo islâmico na Europa está apenas começando, e não há como evitar




Desolação


















Vamos falar a sério sobre o mais recente atentado terrorista na Europa. A iniciativa comprova que os jihadistas mudaram de estratégia e agora a guerra santa contra os infiéis se desenvolve com outras armas, e o caminhão de entregas passou a ser a principal delas. Na manhã desta quarta-feira, antes que a imprensa brasileira noticiasse, o comentarista Ednei Freitas nos informou que o principal suspeito da chacina em Berlim fora identificado como o tunisiano Anis Amri, de 24 anos, e que uma recompensa de até 100 mil euros seria oferecida a quem fornecer informações sobre seu paradeiro.

É bem provável que ele seja capturado, junto com seus principais cúmplices, mas isso de nada adiantará. A Europa inteira está invadida por terroristas ligados a grupos radicais como o Estado Islâmico, que assumiu a autoria do atentado. Daqui para frente, qualquer aglomeração ou comemoração na Europa é um risco, porque os jihadistas agem de diversas maneiras, não é possível evitar novos ataques.

O fato concreto é que os países europeus enfrentam graves problemas sociais, porque suas populações pararam de crescer e começaram a diminuir. O índice de reposição populacional necessita que, na média, cada mulher tenha 2,1 filhos, mas a maioria dos casais europeus têm apenas um filho.

Os governos tentaram aumentar a taxa de natalidade, mas não deu certo, porque os incentivos oferecidos às mulheres foram insuficientes. A solução encontrada – atrair imigrantes para trabalhos subalternos – foi um erro colossal e causou o gravíssimo problema que os europeus defrontam hoje. A chanceler alemão Angela Merkel não sabe o que fazer, simplesmente porque não há solução.

Os muçulmanos se espalharam pela Europa, com os jihadistas infiltrados entre eles. E a grande diferença é que as famílias imigrantes se multiplicam descontroladamente, porque os casais islamitas não adotam práticas anticoncepcionais. Em algumas décadas, serão maioria na França e elegerão o presidente.

 É ingenuidade acreditar que os alemães de repente se tornaram caridosos para acolher os pobres estrangeiros como irmãos. Desde que a imigração começou, há 50 anos, os trabalhadores imigrantes sempre foram discriminados. Eram conhecidos como “cabeças pretas”, porque a maioria (portugueses e turcos) tinha cabelos escuros.

Foi assim que a Alemanha Ocidental, antes da fusão, começou a ser habitada por dois povos – a elite germânica e os serviçais imigrantes. É muito diferente do que acontece no Brasil, onde a miscigenação é descontrolada e muçulmanos até se casam com judeus. Na Europa isso não existe. Seus povos estão divididos. Os europeus apenas toleram os imigrantes, que vivem em guetos. É claro que isso jamais iria dar certo.

GUERRA NÃO DECLARADA – O fato consumado é que o mundo já está vivendo uma espécie de Terceira Grande Guerra, com os jihadistas lutando contra as nações que tanto os exploraram – os Estados Unidos e os principais países da Europa.

Por estarem mais próximos e já infestados de radicais islâmicos, os europeus se tornaram alvos preferenciais dessa guerra não declarada, que está apenas começando. Basta lembrar as palavras do terrorista turco que matou o embaixador russo. Ele foi bastante claro. Seu recado não deixa dúvidas. E assim caminha a humanidade.

domingo, 27 de novembro de 2016

O Comunismo dos Traidores Morreu Definitivamente

Fidel traiu Marx e Engels, que jamais defenderam a tal “Ditadura do Proletariado”

Por Antonio Siqueira - Do Rio de Janeiro




Não adianta querer atribuir a esses dois grandes filósofos humanistas
 as perseguições, as chacinas e os massacres promovidos
por ditadores supostamente tidos como comunistas.
























A morte de Fidel Castro é uma boa ocasião para reflexões ideológicas, porque o comunismo está aparentemente superado e fora de moda. O fato concreto é que, nas últimas décadas, a inovadora doutrina criada por Karl Marx e Friedrich Engels deixou de ser discutida em relação à época em que foi idealizada, em meados do século XIX, início da revolução industrial. E o marxismo passou a ser fraudulentamente considerado como sinônimo de ditadura e barbárie, vejam a que ponto as distorções intelectuais e políticas podem chegar.

Não adianta querer atribuir a esses dois grandes filósofos humanistas as perseguições, as chacinas e os massacres promovidos por ditadores supostamente tidos como comunistas, como Josef Stalin, Fidel Castro, Pol Pot etc. Nenhum deles era verdadeiramente comunista e seguia as lições de Marx e Engels.

Também não adianta vir aqui defender Vladimir Lenin, alegando que ele era o mocinho e Stalin teria se tornado o bandido, porque na realidade os dois foram parceiros na criminosa manipulação da doutrina marxista para implantação da sangrenta ditadura na Rússia.


Lenin inventou a Ditadura do Proletariado e atribuiu a Marx
O maior exemplo das absurdas distorções do pensamento de Marx e Engels é a famosa “Ditadura do Proletariado”. Essa expressão, que passou a ser usada como sinônimo de marxismo ou comunismo, na verdade não existe na extensa obra filosófica, econômica, política e social desses dois pensadores prussianos.

Um dos maiores estudiosos do marxismo foi Karl Johann Kautsky, um filósofo, jornalista, historiador e economista tcheco-austríaco que se tornaria um dos fundadores da ideologia social-democrata. Kautsky nasceu em 1854, justamente quando se discutia na Europa o Manifesto Comunista, lançado em 1848.  Sua obra é extraordinária. Fez estudos profundos e lançou livros sobre o Cristianismo, a Utopia de Thomas More, a Ética e o Materialismo, as Doutrinas Econômicas, a Mais Valia etc.

Foi o maior pensador de seu tempo, deixou uma obra portentosa. E ninguém estudou o marxismo como Kautsky. O mais interessante foi a polêmica travada com Stalin e Lenin. Com total conhecimento de causa, Kautsky destruiu a farsa da “Ditadura do Proletariado”, expressão jamais usada por Marx e Engels em suas obras. Na verdade, Marx não a mencionou nem mesmo na célebre carta escrita ao médico alemão Ludwig Kugelmann em 1871, que é citada como prova de que ele defendia a “Ditadura do Proletariado”.

Ao contrário do que se apregoa hoje com a maior irresponsabilidade, Marx e Engels jamais defenderam nenhuma ditadura, eram humanista, democratas e lutavam pela liberdade de imprensa. O que eles defendiam era a possibilidade da transformação pacífica da democracia burguesa em democracia proletária.

«Atualmente, em 1917, na época da primeira grande guerra imperialista, esta ressalva feita por Marx perdeu a razão de ser”, escreveu Lênin em “O Estado e a Revolução”, livro lançado um mês antes da revolução comunista na Rússia. E acrescentou: “A ditadura do proletariado é o Poder do proletariado sobre a burguesia, Poder não limitado por lei e baseado na violência e que goza da simpatia e do apoio das massas trabalhadoras e exploradas“.

Quando Lenin inventou a “Ditadura do Proletariado” baseada na violência, Marx já estava enterrado em Londres há 34 anos. Portanto, Marx e Engels não têm nada a ver com as atrocidades cometidas pelos ditadores pseudo-comunistas.



Religião + Comunismo = igualdade:

Toda religião que se preza defende a igualdade, a fraternidade e a liberdade. Não foram os revolucionários franceses de 1789 que inventaram esse lema, apenas copiaram o que aprenderam na Igreja. Não incluíram caridade, dignidade, honestidade e humildade, porque assim o lema ficariam muito extenso e perderia o impacto.

E tudo isso vem desde Krishna na Índia (3 mil anos antes de Cristo); Lao Tse na China (1300 a.C.); Moisés no Egito e Oriente Médio (1291 a.C); Buda na região do Nepal/Himalaia (600 anos a.C.); Confúcio no Nordeste da China (550 anos a.C.); Sócrates na Grécia (469 a.C.); Jesus Cristo na Palestina, com a abertura da atual nova Era; e Maomé (570 depois de Cristo).


Jesus Cristo, o Revolucionário:

Não foi à toa que Karl Kautsky estudou tanto as origens do cristianismo, os evangelhos, as relações de Jesus  com os essênios, seita judaica socialmente evoluída. Assim como outros grandes historiadores, Kautsky dizia que Pôncio Pilatos, governador da Judeia, no julgamento de Jesus Cristo, não o considerou um simples pregador religioso, mas como um líder revolucionário que lutava para desestabilizar o Império Romano na Palestina. Por isso, condenou-o à crucificação, castigo reservado aos rebeldes e outros inimigos da sociedade, como os ladrões.

Naquela época, os rebeldes eram chamados de “zelotes”, expressão que agora entrou em moda aqui no Brasil, na caça aos corruptos. Mas isso já é outro assunto, e depois a gente volta a ele, na Graça de Deus, porque sou socialista legítimo mas não deixei de ser religioso.



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Um país sem rumo

Por Fernando Figueiredo - De Niterói

Autoengano em um país sem rumo




















Governar o Brasil hoje é apenas para impedir que ele se destrua, os três poderes tentam anular a autoridade um do outro o tempo todo. As instâncias judiciárias são inúmeras e podem se arrastar até o Supremo, tudo para evitar a rapidez e a eficiência. O mesmo podendo se dizer da criação de uma lei, que se for matéria constitucional então nem se fala.

Há décadas ouvimos falar em reformas urgentes mas que ninguém consegue fazer. É por isso que Oswaldo Aranha dizia que o Brasil só crescia entre meia-noite e seis da manhã, enquanto todo mundo estava dormindo.

Incrível como a esquerda quer agora culpar a direita, o imperialismo e entidades estrangeiras pela retirada do PT do governo, quando foram eles os responsáveis pelo próprio fracasso.

Parece que o atraso voltou a comandar o Brasil, inviabilizando, talvez, um projeto social democrata para o país. Depois de mais de uma década de governos sérios, de Fernando Henrique e do primeiro mandato de Lula.

A democracia, apesar de ser o melhor regime que existe, nos obriga a ver de que lixo é formado os representantes do povo.

Em pouco mais de um ano, descobrimos que havia uma quadrilha no poder e que estamos mais indefesos do que pensávamos
.
Que Deus nos proteja.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Day after

Por Fernando Figueiredo - De Niterói - RJ
@P&A





Dilma caiu quando já não tinha mais nada a oferecer ao país. Mudar foi bom, mas não o suficiente, não foi legitimado por um voto. Marcuse já dizia em 1970 em suas Cinco Conferências : “hoje temos a capacidade de transformar o mundo em um inferno e estamos em caminho de fazê-lo. Mas também temos a capacidade de fazer exatamente o contrário.”
Não dá para reinventar a História, não com a intenção de repetir nada, pois como dizia um barbudo do século 19, a História não se repete, a não ser como farsa ou tragédia.
Devemos olhar com apreensão os abusos cometidos pelo Estado na repressão a manifestações contrárias ao governo, a exemplo dos jovens que foram presos no domingo, dia 4. Ninguém é a favor da baderna, mas ninguém suporta a crueldade e a covardia com que os jovens são tratados pela Polícia Militar.
Vale a pena reproduzir a decisão do magistrado que mandou soltar, parte, dos jovens. Criticando a ação da PM:  "O Brasil como Estado Democrático de Direito não pode legitimar a atuação de praticar verdadeira 'prisão para averiguação' sob o pretexto de que estudantes poderiam, eventualmente, praticar atos de violência e vandalismo em manifestação ideológica. Este tempo, felizmente, já passou".

“Ao rei tudo, menos a honra.”

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

O Drama de Dilma aos Olhos da História e aos olhos deste escriba

Por Antonio Siqueira - Do Rio de Janeiro


Presença de Dilma no Senado dará um tom dramático
à decisão do impeachment





















O impeachment de Dilma Rousseff não se situa historicamente em nenhum dos lados que revestiram o panorama institucional brasileiro ao longo dos últimos 61 anos. Trata-se de um episódio singular, que está levando a seu afastamento, com os reflexos da enorme corrupção que permaneceu em seu governo, após ter sido instalada a partir da chegada de Lula da Silva ao poder. O que está assegurando o impeachment de Dilma é a atmosfera nacional de revolta contra os crimes praticados pelo PT e pelos grandes empresários do país, numa aliança superconservadora que abalou a economia brasileira fortemente, causou desemprego e a repugnância da população brasileira.

Importante acentuar que a história do Brasil registra desfechos a favor e contra a democracia. A reação político-militar de novembro de 55 foi para assegurar a posse de Juscelino Kubtscheck na presidência da República, vitorioso nas urnas populares que o colocaram à frente de Juarez Távora, Ademar de Barros e Plínio Salgado. O cumprimento da Constituição encontrava-se ameaçado pelas investidas golpistas, estas sim, de Carlos Lacerda, Carlos Luz e Café Filho.

Em 1961, em consequência da renúncia de Jânio Quadros, houve a solução intermediária de um parlamentarismo de ocasião, para permitir a investidura de João Goulart no Palácio do Planalto. O equilíbrio de forças, na ocasião, levaram ao roteiro adotado.

Em 1964, a deposição de Goulart partiu de um consenso das Forças Armadas legitimado pelo quadro político-partidário, que logo nos primeiros dias do General Castelo Branco no governo foi ultrapassado pelo poder militar que implantou uma ditadura que só acabou em 1985, portanto, 21 anos depois.

Dilma Rousseff será principalmente acusada de omissão grave quanto a crimes de corrupção praticados, inclusive por ministros e ex-ministros que nomeou ao longo de seus cinco anos no Planalto. Na verdade este é o principal argumento que torna impossível sua permanência na chefia do Executivo.

Sua queda final, no confronto que travará com falsos amigos de outrora, ingressará nas páginas da história como um capítulo dos mais tristes e dramáticos. Não se deve esquecer que entre aqueles que vão condená-la encontram-se muitos que também devem ser condenados. O destino é assim...o Brasil é assim...


quarta-feira, 3 de agosto de 2016

Islamofobia, Hitler, discurso de ódio.

Por Fernando Figueiredo - De Niterói - RJ
+ArteVitalBlog @arte_antonio_siqueira







Quem lembra quando, em 2006, as caricaturas blasfemas contra o Islã que foram publicadas por um jornal dinamarquês provocaram 205 mortos? Na época, a posição oficial da União Europeia era de que não havia islamofobia de forma alguma e que se tratava de um incidente isolado. Mas agora assistimos a uma autêntica negação da realidade, sob a bandeira dos Pegida (Patriotas Europeus contra a Islamização do Ocidente).
Uma cadeia ininterrupta de vitórias da extrema-direita no velho continente foi recebida com uma indiferença generalizada. Ignorando uma maré xenófoba, nacionalista e populista que se está apoderando da Europa. Que defende a expulsão de todos os muçulmanos, declarando o Islã incompatível com a Europa. Lembremos que Hitler declarou os judeus incompatíveis com a Europa, isto não provoca um déjà vu?


Essa guinada à direita do continente, além do nacionalismo e do populismo, recebeu a contribuição da criação do Estado Islâmico, em 2014, com atentados na Europa que difundiram um medo generalizado.e da crise dos refugiados, vista na Europa como uma invasão maciça e sem precedentes,


O fato de que muitos dos refugiados fogem de guerras que foram iniciadas por nós é completamente esquecido. Mas atribuir toda a responsabilidade à onda de refugiados e ao Estado Islâmico significa uma leitura superficial da situação.

A islamofobia pode acabar na criação de um ciclo vicioso, uma espiral de ódio capaz de criar ainda mais violência.